Autor: admin

  • Terapia on-line funciona? Como é a psicoterapia por videochamada

    Terapia on-line funciona? Como é a psicoterapia por videochamada

    A terapia on-line deixou de ser novidade e hoje faz parte da rotina de muitas pessoas. Mesmo assim, é comum surgir a dúvida: será que funciona tão bem quanto a presencial? Neste artigo, explico como é a psicoterapia por videochamada, para quem ela é indicada e como se preparar.

    A terapia on-line é regulamentada?

    Sim. No Brasil, o atendimento psicológico por meios digitais é regulamentado pelo Conselho Federal de Psicologia, atualmente pela Resolução CFP nº 9/2024. Para atender on-line, a psicóloga precisa ter inscrição ativa no Conselho Regional de Psicologia e seguir as mesmas normas éticas e de sigilo do atendimento presencial. Você pode conferir o registro da profissional nos canais do Conselho.

    Para quem a terapia on-line é indicada

    • Quem mora longe do consultório ou em outra cidade
    • Quem tem rotina de trabalho corrida
    • Pessoas com mobilidade reduzida ou em recuperação de cirurgia
    • Pacientes em tratamento de saúde com baixa imunidade
    • Quem se sente mais à vontade falando de casa

    Quando o presencial é melhor

    Situações de urgência e emergência — como crises intensas ou risco à vida — devem ser atendidas presencialmente, pelos serviços de saúde. Em caso de crise, ligue 188 (CVV) ou procure o pronto-socorro mais próximo. No meu consultório, o atendimento de crianças também é presencial.

    Como se preparar para a sessão on-line

    • Escolha um lugar reservado, onde você não seja interrompido nem ouvido
    • Use fones de ouvido para mais privacidade
    • Teste a internet, a câmera e o microfone antes
    • Deixe o celular no silencioso e feche outras abas
    • Tenha água por perto e reserve alguns minutos depois da sessão para você

    E o sigilo?

    O sigilo é o mesmo do atendimento presencial. As sessões acontecem em plataforma com proteção de dados e não são gravadas.

    A terapia on-line funciona?

    A qualidade da terapia depende principalmente do vínculo entre paciente e psicóloga e do compromisso com o processo — e esse vínculo pode ser construído também por videochamada. Muitas pessoas, inclusive, se sentem mais à vontade para falar a partir do próprio espaço.

    Atendimento em Santo André e on-line

    Terapia on-line com a psicóloga Célia Cortez

    A psicóloga Célia Cortez (CRP 06/27354) atende no Centro de Santo André e on-line para adultos.

    Perguntas frequentes

    Preciso morar em Santo André para fazer terapia on-line?

    Não. A terapia on-line para adultos está disponível para pessoas de todo o Brasil.

    A sessão on-line tem a mesma duração da presencial?

    Sim, a estrutura da sessão é a mesma do atendimento presencial.

    Posso alternar entre sessões on-line e presenciais?

    Para quem mora na região de Santo André, é possível combinar os dois formatos.

    Psicóloga Célia Cortez
    Célia Cortez · Psicóloga, CRP 06/27354
    Psicóloga clínica, educacional e hospitalar há mais de 40 anos, com atuação no Hospital Heliópolis e no Hospital Israelita Albert Einstein. Atende no Centro de Santo André e on-line. Conheça a trajetória.

    Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação profissional. Em caso de crise ou sofrimento intenso, ligue 188 (CVV, 24 horas) ou procure o pronto-socorro mais próximo.

  • Apoio psicológico para pacientes com câncer: quando e por que buscar

    Apoio psicológico para pacientes com câncer: quando e por que buscar

    Receber um diagnóstico de câncer muda a vida de uma hora para outra. Junto com as consultas, exames e tratamentos, vêm medos, dúvidas e emoções que nem sempre encontram espaço para serem faladas. O apoio psicológico ajuda pacientes e familiares a atravessar esse caminho com mais cuidado.

    O impacto emocional do diagnóstico

    É comum que a notícia provoque choque, sensação de irrealidade, medo da morte, raiva ou culpa. Algumas pessoas sentem necessidade de entender tudo sobre a doença; outras preferem não saber detalhes. Não existe jeito certo de reagir — e cada reação merece ser respeitada.

    As diferentes fases do tratamento

    Durante a quimioterapia e a radioterapia

    O cansaço, os efeitos colaterais e as mudanças na aparência — como queda de cabelo ou alterações no peso — podem afetar a autoestima e o humor. A rotina de idas ao hospital também muda a vida profissional, familiar e social.

    Depois do tratamento

    Terminar o tratamento nem sempre traz só alívio. Muitas pessoas sentem insegurança ao “voltar à vida normal” e medo de que a doença retorne. Esse momento também pode precisar de atenção.

    Como a psicóloga pode ajudar

    • Oferecer um espaço seguro para falar sobre medos, tristeza e raiva
    • Ajudar a lidar com as mudanças no corpo e na autoestima
    • Apoiar a comunicação com a família e com a equipe médica
    • Ajudar nas decisões e na reorganização da rotina
    • Acompanhar o medo da recidiva após o fim do tratamento

    O acompanhamento psicológico não substitui o tratamento médico: ele caminha junto com ele.

    Família e cuidadores também precisam de apoio

    Quem cuida muitas vezes esquece de si. Cansaço, culpa por sentir raiva ou medo e dificuldade para falar sobre a doença são comuns entre familiares. Eles também podem ser atendidos individualmente.

    Como falar com crianças sobre o câncer na família

    • Use palavras simples e verdadeiras, adequadas à idade
    • Deixe a criança fazer perguntas e responda com calma
    • Explique que ela não causou a doença
    • Mantenha, sempre que possível, a rotina da criança
    • Peça ajuda profissional se perceber mudanças importantes de comportamento

    Sinais de que vale buscar ajuda

    • Tristeza intensa na maior parte dos dias
    • Ansiedade que atrapalha o sono, a alimentação ou o tratamento
    • Isolamento e perda de interesse pelas coisas
    • Dificuldade de seguir o tratamento por medo ou desânimo

    Presencial ou on-line

    O atendimento pode ser no consultório, em Santo André, ou on-line — uma opção útil em dias de maior cansaço, durante períodos de baixa imunidade ou para quem mora longe.

    Atendimento em Santo André e on-line

    Apoio psicológico para pacientes com câncer

    A psicóloga Célia Cortez (CRP 06/27354) atende no Centro de Santo André e on-line para adultos.

    Perguntas frequentes

    Preciso de encaminhamento do oncologista para começar a terapia?

    Não. Você pode procurar o atendimento psicológico diretamente.

    Familiares podem fazer terapia mesmo que o paciente não faça?

    Sim. Familiares e cuidadores podem ter um espaço próprio de acompanhamento.

    Faz sentido buscar terapia depois que o tratamento terminou?

    Sim. O pós-tratamento traz desafios próprios, como o medo de recidiva e a retomada da rotina.

    Psicóloga Célia Cortez
    Célia Cortez · Psicóloga, CRP 06/27354
    Psicóloga clínica, educacional e hospitalar há mais de 40 anos, com atuação no Hospital Heliópolis e no Hospital Israelita Albert Einstein. Atende no Centro de Santo André e on-line. Conheça a trajetória.

    Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação profissional. Em caso de crise ou sofrimento intenso, ligue 188 (CVV, 24 horas) ou procure o pronto-socorro mais próximo.

  • Ansiedade antes da cirurgia: como se preparar emocionalmente

    Ansiedade antes da cirurgia: como se preparar emocionalmente

    Ficar ansioso antes de uma cirurgia é uma das reações mais comuns que existem. Mesmo quando o procedimento é planejado e necessário, a espera traz medos sobre a anestesia, a dor, o resultado e a recuperação. No hospital, acompanho pacientes nesse momento todos os dias. Aqui reúno orientações para atravessar esse período com mais tranquilidade.

    Por que a ansiedade aparece?

    A cirurgia envolve coisas que geram insegurança em qualquer pessoa: perder o controle durante a anestesia, depender da equipe, ficar longe de casa e não saber exatamente como será a recuperação. Somam-se a isso preocupações práticas — trabalho, filhos, contas — e, às vezes, experiências anteriores difíceis com hospitais.

    Sinais comuns de ansiedade pré-operatória

    • Dificuldade para dormir nos dias anteriores
    • Pensamentos repetitivos sobre o que pode dar errado
    • Coração acelerado, aperto no peito, mãos frias ou suor
    • Irritação, choro fácil ou dificuldade de concentração
    • Vontade de adiar ou desistir da cirurgia

    Como se preparar emocionalmente

    1. Tire suas dúvidas com a equipe

    Informação de qualidade reduz a ansiedade. Anote suas perguntas antes da consulta. Por exemplo:

    • Quanto tempo dura a cirurgia e a internação?
    • Que tipo de anestesia será usada?
    • Como será o controle da dor depois?
    • Quando poderei voltar a andar, comer, trabalhar e dirigir?
    • Que sinais devo observar em casa?

    2. Organize sua rede de apoio

    Combine com antecedência quem vai acompanhar você no hospital e quem vai ajudar em casa nos primeiros dias. Saber que essas questões estão resolvidas tira um peso grande.

    3. Cuidado com a busca na internet

    Ler relatos e casos aleatórios pode aumentar o medo. Prefira as orientações da sua equipe de saúde e fontes confiáveis.

    4. Use a respiração a seu favor

    Respirar devagar, soltando o ar por mais tempo do que leva para inspirar, ajuda o corpo a sair do estado de alerta. Praticar alguns minutos por dia, antes da cirurgia, torna mais fácil usar o recurso no dia do procedimento.

    5. Fale sobre seus medos

    Guardar o medo para si costuma aumentá-lo. Conversar com alguém de confiança — ou com uma psicóloga — ajuda a dar nome ao que preocupa e a separar o que é possível controlar do que não é.

    Quando a ansiedade passa do ponto

    Se a ansiedade está tirando o sono por muitos dias, provocando crises de pânico ou levando você a pensar em desistir de uma cirurgia importante, vale buscar apoio psicológico. O preparo psicológico ajuda a compreender esses sentimentos e a chegar ao dia do procedimento mais preparado.

    E depois da cirurgia?

    A recuperação também tem um lado emocional. Dor, limitações temporárias, mudanças no corpo e a dependência de outras pessoas podem trazer frustração e desânimo. Isso é comum e pode ser acolhido, especialmente quando a cirurgia traz mudanças duradouras, como uma ostomia.

    Quando quem vai operar é uma criança

    • Explique com palavras simples e verdadeiras o que vai acontecer, sem prometer que “não vai doer nada”
    • Deixe a criança levar um brinquedo ou objeto de conforto
    • Mantenha a calma na frente dela — as crianças percebem a ansiedade dos pais
    • Peça à equipe para explicar os procedimentos de forma adequada à idade

    Atendimento em Santo André e on-line

    Preparo psicológico para cirurgia

    A psicóloga Célia Cortez (CRP 06/27354) atende no Centro de Santo André e on-line para adultos.

    Perguntas frequentes

    É normal ter medo da anestesia?

    Sim, é um dos medos mais comuns. Converse com o anestesista na consulta pré-anestésica: entender como ela funciona costuma trazer tranquilidade.

    Quanto tempo antes da cirurgia devo procurar apoio psicológico?

    Não há regra. Algumas sessões nas semanas anteriores já podem ajudar, mas o apoio também é útil perto da data ou na recuperação.

    O atendimento pode ser on-line?

    Sim, para adultos. É uma opção prática para quem está com a rotina corrida antes da cirurgia ou com mobilidade reduzida depois dela.

    Psicóloga Célia Cortez
    Célia Cortez · Psicóloga, CRP 06/27354
    Psicóloga clínica, educacional e hospitalar há mais de 40 anos, com atuação no Hospital Heliópolis e no Hospital Israelita Albert Einstein. Atende no Centro de Santo André e on-line. Conheça a trajetória.

    Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação profissional. Em caso de crise ou sofrimento intenso, ligue 188 (CVV, 24 horas) ou procure o pronto-socorro mais próximo.

  • Colostomia: como lidar com as emoções depois da cirurgia

    Colostomia: como lidar com as emoções depois da cirurgia

    A colostomia — assim como a ileostomia e a urostomia — salva vidas. Mesmo assim, acordar depois da cirurgia com uma bolsa coletora no abdômen costuma ser um impacto grande. Como psicóloga hospitalar, acompanho pessoas nesse momento e sei que, além dos cuidados práticos, há muito a ser cuidado do lado emocional.

    O que é ostomia?

    Ostomia é uma abertura feita por cirurgia para criar um novo caminho de saída das fezes ou da urina. Na colostomia, a abertura é feita no intestino grosso; na ileostomia, no intestino delgado; e na urostomia, no sistema urinário. Ela pode ser temporária ou definitiva, e é indicada em situações como câncer de intestino, doenças inflamatórias intestinais (como doença de Crohn e retocolite), traumas e outras condições.

    Sentimentos comuns depois da cirurgia

    Cada pessoa reage de um jeito, e todos os sentimentos são legítimos. É comum sentir:

    • Choque, tristeza ou sensação de perda
    • Vergonha e medo de que os outros percebam a bolsa, o barulho ou o odor
    • Medo de vazamentos em público
    • Raiva ou revolta com a doença e a cirurgia
    • Insegurança sobre o futuro, o trabalho e os relacionamentos
    • Alívio, em alguns casos, por estar livre de sintomas da doença

    Imagem corporal e autoestima

    A mudança no corpo pode afetar a forma como a pessoa se vê. Olhar para o estoma, tocar, aprender a trocar a bolsa — cada passo faz parte de um processo de adaptação que tem seu próprio ritmo. Falar sobre isso com um profissional ajuda a atravessar esse processo com menos solidão e mais acolhimento.

    Vida social, trabalho e lazer

    Muitas pessoas com ostomia voltam a trabalhar, viajar, praticar atividades físicas e sair com amigos. O medo de situações sociais é compreensível no começo, e pode ser trabalhado aos poucos, junto com as orientações práticas do estomaterapeuta sobre equipamentos e cuidados.

    Sexualidade e relacionamentos

    Dúvidas sobre intimidade e sexualidade são muito frequentes e, muitas vezes, ficam sem espaço para serem faladas. Na psicoterapia, esse tema pode ser abordado com tranquilidade — individualmente ou, quando faz sentido, envolvendo o parceiro ou a parceira.

    E a família?

    Familiares também podem se sentir inseguros, com medo de “fazer algo errado” ou sem saber como ajudar. Orientação e escuta para a família fazem diferença na adaptação de quem passou pela cirurgia.

    Direitos da pessoa com ostomia

    No Brasil, a pessoa com ostomia tem direito a receber gratuitamente pelo SUS as bolsas coletoras e os adjuvantes de proteção da pele, conforme a Portaria SAS/MS nº 400/2009, nos serviços de atenção à saúde das pessoas ostomizadas. A ostomia também é reconhecida como deficiência física pelo Decreto nº 5.296/2004, o que garante direitos previstos no Estatuto da Pessoa com Deficiência. Informe-se no serviço de referência do seu município.

    Quando procurar apoio psicológico

    O apoio psicológico pode ajudar em qualquer fase — antes da cirurgia, logo depois ou meses mais tarde. Vale procurar ajuda especialmente quando a tristeza, a vergonha ou o medo estão impedindo a pessoa de sair de casa, de trabalhar, de se relacionar ou de cuidar de si.

    Atendimento em Santo André e on-line

    Apoio psicológico para pessoas com ostomia

    A psicóloga Célia Cortez (CRP 06/27354) atende no Centro de Santo André e on-line para adultos.

    Perguntas frequentes

    É normal ficar triste depois de fazer uma colostomia?

    Sim. Tristeza, medo e vergonha são reações comuns a uma mudança grande no corpo. Com o tempo e apoio adequado, muitas pessoas se adaptam bem.

    A ostomia é sempre definitiva?

    Não. Algumas ostomias são temporárias e podem ser revertidas em uma nova cirurgia, conforme avaliação médica.

    Consigo atendimento psicológico on-line?

    Sim. Para adultos, o atendimento pode ser on-line, o que ajuda especialmente nas primeiras semanas após a cirurgia.

    Psicóloga Célia Cortez
    Célia Cortez · Psicóloga, CRP 06/27354
    Psicóloga clínica, educacional e hospitalar há mais de 40 anos, com atuação no Hospital Heliópolis e no Hospital Israelita Albert Einstein. Atende no Centro de Santo André e on-line. Conheça a trajetória.

    Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação profissional. Em caso de crise ou sofrimento intenso, ligue 188 (CVV, 24 horas) ou procure o pronto-socorro mais próximo.

  • Dificuldade de aprendizagem: quando procurar um psicólogo infantil?

    Dificuldade de aprendizagem: quando procurar um psicólogo infantil?

    Notas que caem, lição de casa que vira briga, um bilhete atrás do outro da escola. Quando a criança passa a ter dificuldade para aprender, é comum que os pais fiquem preocupados e sem saber por onde começar. Neste artigo, explico o que é uma dificuldade de aprendizagem, quais sinais merecem atenção e quando vale a pena procurar uma psicóloga infantil.

    O que é dificuldade de aprendizagem?

    Dificuldade de aprendizagem é quando a criança encontra obstáculos persistentes para adquirir habilidades escolares — como ler, escrever, fazer contas ou se organizar para estudar — em comparação com o que se espera para a sua idade e escolaridade.

    Ela é diferente dos transtornos específicos de aprendizagem, como a dislexia e a discalculia, que têm critérios próprios e precisam de avaliação cuidadosa, muitas vezes com uma equipe multiprofissional. Nem toda criança com dificuldade na escola tem um transtorno: muitas vezes a dificuldade está ligada a fatores emocionais, ao ambiente ou ao jeito como o conteúdo está sendo ensinado.

    Sinais que merecem atenção

    Na educação infantil

    • Atraso para falar ou dificuldade para entender instruções simples
    • Dificuldade para reconhecer cores, formas, letras e números
    • Pouca atenção em atividades que outras crianças da mesma idade conseguem fazer

    No ensino fundamental

    • Leitura muito lenta, trocas ou omissões de letras
    • Dificuldade para compreender o que leu
    • Dificuldade persistente com contas e raciocínio matemático
    • Desorganização com materiais, prazos e tarefas
    • Esquecimento frequente do que foi ensinado
    • Queixas de dor de barriga ou de cabeça antes da escola, choro ou recusa em ir à aula

    Também vale observar mudanças de comportamento: irritação, isolamento, baixa autoestima (“eu sou burro”, “não consigo”) e desinteresse por atividades de que a criança gostava.

    Possíveis causas

    As dificuldades de aprendizagem raramente têm uma causa única. Entre os fatores mais comuns estão:

    • Emocionais: ansiedade, tristeza, mudanças na família (separação, mudança de casa ou escola, nascimento de irmão, perdas)
    • Do neurodesenvolvimento: como TDAH ou transtornos específicos de aprendizagem, que precisam de avaliação especializada
    • Sensoriais: problemas de visão ou audição — por isso é importante descartá-los com o pediatra
    • Pedagógicas e ambientais: métodos de ensino, rotina de sono, uso excessivo de telas, falta de um lugar tranquilo para estudar

    Quando procurar uma psicóloga infantil?

    Vale buscar ajuda quando a dificuldade é persistente (dura meses, e não apenas uma fase), quando aparece em mais de uma área, ou quando vem acompanhada de sofrimento emocional — como medo de ir à escola, baixa autoestima, irritação ou isolamento. Quanto mais cedo a dificuldade é compreendida, mais cedo a criança pode receber o apoio de que precisa.

    Como a psicóloga infantil ajuda

    No consultório, o trabalho começa com uma conversa com os pais sobre a história da criança, a rotina, a saúde e a vida escolar. Depois, nas sessões com a criança, uso brincadeiras, jogos, desenhos e atividades adequadas à idade para observar como ela pensa, aprende e se relaciona.

    • Compreender o que está por trás da dificuldade: emoções, forma de aprender, contexto familiar e escolar
    • Orientar os pais sobre como apoiar a criança em casa
    • Conversar com a escola, quando a família autoriza
    • Indicar, se necessário, outros profissionais — como fonoaudiólogo, psicopedagogo ou neuropediatra — para um cuidado integrado

    O que os pais podem fazer em casa

    • Manter uma rotina previsível de sono, alimentação e estudo
    • Reservar um lugar tranquilo e sem telas para as tarefas
    • Valorizar o esforço, e não só a nota
    • Evitar comparações com irmãos ou colegas
    • Conversar com a escola e acompanhar de perto, sem transformar o estudo em castigo

    Atendimento em Santo André e on-line

    Seu filho está com dificuldade na escola?

    A psicóloga Célia Cortez (CRP 06/27354) atende no Centro de Santo André e on-line para adultos.

    Perguntas frequentes

    Dificuldade de aprendizagem é a mesma coisa que dislexia?

    Não. A dislexia é um transtorno específico de aprendizagem, com critérios próprios de diagnóstico. A dificuldade de aprendizagem é mais ampla e pode ter causas emocionais, ambientais ou pedagógicas.

    Com que idade posso levar meu filho a uma psicóloga?

    Não há idade mínima. Crianças pequenas também podem ser atendidas, com grande participação dos pais no processo.

    A psicóloga conversa com a escola?

    Quando é útil para a criança e a família autoriza, sim. Esse diálogo ajuda a alinhar estratégias entre casa e escola.

    Psicóloga Célia Cortez
    Célia Cortez · Psicóloga, CRP 06/27354
    Psicóloga clínica, educacional e hospitalar há mais de 40 anos, com atuação no Hospital Heliópolis e no Hospital Israelita Albert Einstein. Atende no Centro de Santo André e on-line. Conheça a trajetória.

    Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação profissional. Em caso de crise ou sofrimento intenso, ligue 188 (CVV, 24 horas) ou procure o pronto-socorro mais próximo.